Apreender bons hábitos alimentares na infância é fundamental para uma vida adulta com mais saúde!



Após o nascimento e durante os primeiros meses de vida a alimentação única e adequada para a criança deverá ser o leite materno, que protege contra infeções e garante todos os nutrientes necessários. A evidência científica tem demonstrado inúmeros benefícios para a saúde com o aleitamento materno exclusivo durante os primeiros 6 meses de vida. A partir desta idade o volume de leite ingerido é insuficiente, não sendo possível suprir adequadamente as necessidades energético-proteicas e em micronutrientes. É assim necessário diversificar a alimentação a partir dos 4- 6 meses de vida tendo em conta aspetos nutricionais e de desenvolvimento do lactente de modo a suprir adequadamente em nutrientes e permitir uma transição entre a alimentação láctea exclusiva para outra que inclui, para além do leite, outros alimentos de consistência maior até atingir a alimentação sólida propriamente dita. Este período revela-se, assim, uma ponte entre o aleitamento materno e a alimentação familiar.



A diversificação alimentar poderá ser uma fase difícil na vida do bebé, que passa de um alimento líquido de fácil deglutição, para alimentos progressivamente mais complexos. No entanto, com um ou outro truque, e alguma paciência, constitui uma descoberta para si e para o seu filho, sendo essencial na educação alimentar do bebé: por um lado, permite a transição entre uma alimentação exclusivamente láctea até à alimentação familiar e, por outro, permite moldar o paladar, o apetite e, de certa forma também, os gostos futuros da criança.



Não existem normas rígidas para a ordem com que os alimentos são introduzidos na diversificação alimentar, dependendo esta decisão dos pais e do técnico de saúde que acompanha o bebé. Há que ter presente que o bebé não conhece ainda doces nem salgados pelo que aceitará o que lhe for oferecido! A atitude de quem dá o alimento também influencia a reação do bebé (por exemplo se a mãe ou avó se “arrepiam ou fazem uma cara feia” ao dar algum alimento que não gostem, também a criança irá aprender esse comportamento e não o querer comer!).



Sendo sempre importante relembrar que iniciada a diversificação alimentar, esta deverá ser sempre totalmente isenta de sal e de açúcar. Este ponto é extremamente importante para que a criança aprenda a gostar do sabor dos alimentos em natureza e não se habitue ao paladar doce ou salgado!



Para ajudar a criar hábitos alimentares saudáveis, os pratos devem ser coloridos com um visual bonito que estimule o apetite. Devem ser oferecidos alimentos de todos os grupos alimentares, variando dentro de cada grupo. A criança deverá também ser envolvida (de acordo com a idade) na escolha, compra e preparação dos alimentos, estimulando o contacto com novos alimentos e introduzindo a valorização do ato de cozinhar.



Também é importante lembrar dos benefícios em estimular a mastigação logo que possível, sendo esta fase de extrema importância para a preparação e estimulação da musculatura orofacial que se desenvolve em grande parte com os movimento mastigatórios, promovendo também os movimentos adequados para a fala.





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